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Integral fonte - Daniel Brito da equipe do jornal O Correio, 26 de junho de 2005 Para descansar de um esforço de mais de dez horas seguidas, que tal disputar uma prova de triatlo? Nada muito pesado: "apenas" 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida. Para o triatleta Rivaldo Martins, 45 anos, percorrer essas distâncias é moleza. Hoje, a partir das 8h, na Ponte JK, ele disputa o Circuito Nacional de Triatlo do Sesc. Nesse horário, largam os amadores. Os atletas de elite partem às 11h. |
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| Rivaldo não tem nada de amador. Amputado pouco abaixo do joelho esquerdo, detém
o recorde mundial do Iromanm para deficientes físicos. Em 2001, completou em 10h10min os
3,8 km de natação, 180 km de bicicleta e 42 km de corrida. Em maio este ano, terminou a etapa brasileira da prova mais dura do triatlo na 52a posição entre todos os atletas. Depois de três semanas de descanso, Rivaldo desembarcou em Brasília para participar do circuito do Sesc. "Aqui é festa. Não vou colocar nem 70% do meu ritmo. Estou em fase de recuperação física do Ironman Brasil", explicou o triatleta, que é patrocinado pela Brasil Telecom. Na próxima semana ele parte para a Alemanha, onde vai disputar mais uma etapa Iromanm. Rivaldo, hoje radicalizado em Santos, viveu em Brasília - e representou a cidade - durante vários anos. Ele é a grande atração entre os competidores amadores. Na elite, sobram estrelas. Apenas dois membros da Seleção Brasileira permanente não estão em Brasília para competir hoje. As candangas Mariana Ohata ( Brasil Telecom, Mizuno e Pão de Açúcar) e Aglaé Menezes (Iate Clube e Fletf Sport) e a carioca Sandra Soldan disputam os R$ 4 mil de premiação para a primeira colocada. Entre os homens, o paranaense Juraci Moreira, o carioca Virgílio de Catilho e o santista Paulo Miyasiro disputam a prova. As ausências da paulista Carla Moreno, contundida e do cearense Antônio Marcos Souza, que está fora do país, deixam incompleta a delegação brasileira. Os objetivos são os mais diversos. Leandro Macedo (Pão de Açúcar), por exemplo, um dos ícones do esporte no país, está ensinando triatlo para um grupo de 30 jovens. Para os componentes da Seleção, a prova de hoje é a última antes de partir para o Circuito Mundial. "Vou corrigir algumas falhas aqui e em Brasília", planeja Virgílio de Castilho (Brasil Telecom, Pão de Açúcar e Mizuno). Na opinião de Rivaldo Martins, o melhor triatleta brasileiro no momento não está na prova. "Antonio Marcos está muito bem. Eu apostaria em uma vitória dele. mas Paulo Miyashiro é favorito", aponta o atleta que participou da competição de ciclismo nas Paraolimpíadas de Atenas. Os atletas de elite percorrem 1.500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e dez quilômetros de corrida. Conscientização Além de descansar, Rivaldo Martins quer tornar ainda mais popular o esporte para deficientes físicos. Amputado há mais de duas décadas, ele aproveitou a vinda a Brasília para preparar uma série de ações de incentivo ao sugimento de novos atletas paraolímpicos. Com o apoio do patrocinador, ele viajará pelo país proferindo palestras para crianças e ainda lançará um site contando sua história. Participar do Circuito Nacional do Sesc em Brasília também faz parte do exemplo de superação que Rivaldo quer passar para os portadores de necessidades especiais. "Além de descansar, estou correndo entre amadores na esperança de voltar no ano que vem e ver quatro ou cinco deficientes físicos participando comigo. Mais matéria sobre Rivaldo: Triatlo - Rivaldo Martins quebra recorde mundial em Roth Quem é Rivaldo Martins Família de Ferro - Ironman Brasil 2004 Ironman do Havaí-Triatlon Rivaldo vence pela segunda vez e quebra o recorde da competição |
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