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http://msgorski-net/centromarianwe/lateralesquerda.asp
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"Com a ginástica enfrento melhor a
deficiência física"O supervisor de
informática Arthur Duarte Begiato, 25 anos, aposta nos exercícios para superar
dificuldades e conquistar qualidade de vida.
Fonte - Revista Corpo a Corpo - Fitness Total - no
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Centro Marian Weiss
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| "Por causa de um problema de má formação congênita,
nasci com os dois pés tortos, o que impedia minha locomoção. Aos 4 anos, amputei o
direito. Já na adolescência, percebi o preconceito e a dificuldade que muita gente tem
para lidar com os deficientes. Porém, nunca deixei que isso me afetasse. Sempre tive
consciencia de que sou uma pessoa normal, apenas com uma diferença física em relação
à maioria. Desde a infância, faço acompanhamento médico. Há quatro anos,
resolvi escutar a sugestão do meu ortopedista e amputar o pé esquerdo, pois vinha
sentindo dores nas articulações e percebendo desvios na postura. Foi quando passei a
usar próteses. GINÁSTICA
PARA RECUPERAÇÃO
Depois da cirurgia, fiquei três meses sem poder me mexer direito e minhas pernas
começaram a perder os movimentos. meu médico recomendou adotar uma atividade física
para não correr o risco de ter os membros inferiores atrofiados e também fortalecer a
coluna, que é o ponto fraco de portadores de deficiências como a minha. Passei por
várias acadêmias até encontrar uma em que me sentisse bem com instrutores e
frequentadores. Em muitas delas, cercam você de cuidados e acabam fazendo a diferença
parecer maior do que realmente é.
Meu treino de musculação prioriza as pernas, mas posso fazer todo tipo de exercício,
com exceção do agachamento, que oferece peso demais à lombar. Desde que comecei, já
notei meus músculos mais tonificados e uma melhora grande na agilidade e na locomoção.
DE IGUAL PARA IGUAL
Conheço várias pessoas em condição parecida que se recolhem, têm vergonha de se expor
em público e evitam falar da deficiência física. Eu, não. Defendo a conversa sobre o
assunto e falo dele sem constrangimento, pois só dessa forma se vence o preconceito e a
ignorância. Levo uma vida absolutamente normal: trabalho, dirigo e viajo como qualquer
jovem da minha idade. Não aceito distinção."
PALAVRA DO ESPECIALISTA
As pessoas tendem a tratar o portador de deficiência como se fosse alguém de outro
mundo. A aceitação, porém, deve partir dele mesmo. "Quando chegou a acadêmia,
não tive pista de que Arthur usava próteses. O bom humor dele falou mais alto do que a
diferença no físico", conta Alex Barletta Araújo, instrutor da Na Ativa (SP).
"Ele está plenamente integrado à sua condição, pois é assim que se vê desde a
infância. para quem o conhece bem, fica impossível dar mais importância às pernas
amputadas do que à sua personalidade forte".
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